Um universo de linhas temporais em conflito eterno
Nenhum deus criou o Chronoverso. Ele aconteceu — o resultado acumulado de escolhas feitas por civilizações que ousaram dobrar o tempo a sua vontade. Por milênios, três linhas temporais distintas evoluíram em paralelo, separadas por barreiras que nenhuma tecnologia havia cruzado.
Até que as Incursões Temporais começaram. Ninguém sabe ao certo a causa: alguns culpam os experimentos da Igreja da Luz com os cristais Vorthan; outros apontam os zoósporos da Ordem da Onipotência. Os mais sombrios dizem que foram os próprios Flagelos que rasgaram o véu de propósito.
O resultado foi o mesmo: rasgos na realidade chamados de Rasgos da Onipotência — portais instáveis que conectam mundos, misturam tecnologias e lançam exércitos de eras diferentes uns contra os outros, num conflito sem nome e sem fim.
A espécie mais numerosa e adaptável. Em diferentes linhas desenvolveram tecnologias radicalmente distintas: energia psiônica, biocinese ou máquinas a vapor. Guerreiros, sacerdotes, engenheiros — o centro de cada conflito.
Seres de origem alienígena com capacidades telepáticas naturais. Sua energia psiônica alimenta máquinas, invoca Golens e controla Titãs. Ora escravizados, ora libertos, ora extintos — dependendo da linha temporal.
Entidades parasitárias de origem desconhecida que emergem dos Rasgos da Onipotência. Infectam humanos e drownianos, fundindo-se ao sistema nervoso do hospedeiro. Não negociam. Não recuam. Apenas expandem.
Humanos parasitados por Flagelos. Mantêm fragmentos de memória do ser que foram, mas obedecem ao chamado coletivo do Flagelo. Corpos repletos de cristais, ossos externos e deformidades.
Criados pelos Ressurgentes através da fusão genética de humanos com animais. Possuem força, agilidade e instintos aguçados. Após décadas de exploração, tornaram-se a maior ameaça ao regime que os criou.
Titãs elementais invocados por drownianos extraordinários da Aliança. Formados pelos elementos da natureza, são manifestações físicas da energia psiônica — poderosos mas instáveis sem o Sináptico que os sustenta.
A primeira distorção temporal documentada aconteceu na Cúpula de Obsidius, no Mundo Imperial. Durante um teste para amplificação de teletransporte, os cristais Vorthan supercarregaram os reatores — e por três segundos, os cientistas viram céu de outro mundo.
Semanas depois, soldados do Mundo a Vapor atravessaram uma distorção temporal perto de Gearhaven e chegaram às margens do Mundo Corrompido — onde os Flagelos os atacaram e parasitaram.
Hoje, as distorções temporais se multiplicam. Alguns duram horas; outros se tornam permanentes, criando zonas de conflito constante onde as três linhas se encontram e os exércitos de eras diferentes lutam pelo controle do espaço e do tempo.
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